Que diferença faz a família? Que impacto produz na vida de um indivíduo? Esta é uma pergunta que Richard L. Dugdale acabou fazendo a si mesmo em 1874. Como membro do comitê executivo da associação de prisões de Nova York, optou por inspecionar treze cadeias públicas no estado. Quando chegou a um condado em particular, ficou surpreso ao descobrir que seis pessoas de uma mesma família estava na mesma cela. Elas foram presas por uma variedade de crimes, incluindo furto, tentativa de estupro e de assassinato. Quando Dugdale falou com o xerife do condado e um médico local, de 84 anos, descobriu que a família estava na região desde que o estado de Nova York fora estabelecido, e os membros eram conhecidos por seu comportamento criminoso.

A Família como Instrumento de Estabilidade

A Família como Instrumento de Estabilidade.

Dugdale estava intrigado e decidiu estudar a família e publicar suas descobertas, usando o nome fictício “Jukes” para descrevê-los. Ele desenhou a árvore genealógica até chegar a um homem chamado Max, nascido entre 1720 e 1740. Ele teve seis filhas e dois filhos. Alguns de seus filhos nasceram fora do casamento. Ele era alcoólatra e, até onde se sabe, não gostava muito de trabalhar.

Dugdale estimou em 1,2 mil o número de pessoas que a família abrangia, mas ele só tinha condições de estudar 709 delas. Em 1877, ele publicou suas descobertas em [Os Jukes: Um estudo sobre o crime, a miséria, a doença e a hereditariedade]. Ele descobriu que a família apresentava um padrão de criminalidade, prostituição e miséria que desafiava as médias estatísticas:

180 eram muito pobres (25%)
140 eram criminosos (20%)
60 praticavam roubos habitualmente (8,5%)
50 eram prostitutas comuns (7%)

A reputação era tão ruim, de acordo com Dugdale, que o nome da família passou a ser usado genericamente como uma forma de ofensa? O dono de uma fábrica da região costumava manter uma lista com os nomes de todos os membros da família Jukes em seu escritório para assegurar-se de que nenhum deles viesse a ser contratado.

 

PORQUE A FAMÍLIA É TÃO IMPORTANTE PARA O DIA DE HOJE?

As famílias de algumas pessoas não as ajudam a crescer; pelo contrário, as puxam para baixo. O grande romancista norte-americano Mark Twain dizia que gastara uma grande quantia para desenhar a sua árvore genealógica, e então gastara duas vezes mais tentando manter seus ancestrais no anonimato!

É verdade que você não pode fazer nada par mudar seus ancestrais ou a educação que eles lhe deram. Você não tem nenhum controle sobre o que seus pais ou avós fizeram, ou como eles o trataram. Mas se você não pode fazer muito a respeito de seus ancestrais, pode influenciar seus descendentes grandemente. Você determina como trata sua família. Você é a pessoa que decide se deve ficar para resolver os problemas ou abandonar sua família quando as coisas complicam.

A maneira como encara a vida em família exerce um impacto profundo sobre a forma como se vive (e sobre o legado que se deixa aos descendentes). Uma família saudável e engajada é como….

Um porto seguro em meio à tempestade.

As pessoas precisam lidar com uma forte pressão atualmente. O ambiente de trabalho é exigente. As escolas em geral apresentam um clima de hostilidade. O ritmo de vida está fora de controle. Mesmo dirigir de um lado para outro é muito estressante nas grandes metrópoles. Onde uma pessoa pode encontrar abrigo, diante de tudo isso? Se não for em casa, então não será em lugar algum.

Certa vez, um repórter perguntou ao presidente Roosevelt com quem ele mais gostava de gastar o seu tempo. Ele respondeu que preferia dedicar tempo à família, em vez de a qualquer celebridade do mundo. Para ele, e sua família, o lar era um porto seguro em meio à tempestade.

Um cadinho para o caráter.

Mais que qualquer outro simples fator nos anos de formação da personalidade, a vida familiar forja o caráter. Perry F. Webb afirma: “O lar é a lente através da qual lançamos nosso primeiro olhar sobre o casamento e todos os deveres cívicos; é a clínica na qual, por diálogo e atitude, criam-se impressões a respeito de sobriedade e reverência; é a escola na qual as lições sobre a verdade e a falsidade, a honestidade são aprendidas; é o molde que, em última análise, determina a estrutura da sociedade?

Sua vida familiar não apenas ajuda a formar o caráter de qualquer criança que esteja morando sob seu teto, mas também continua a moldar-lhe o caráter durante a vida adulta. Seu caráter é pouco mais que a coleção de escolhas que você faz e de hábitos que você cultiva todos os dias. Por influenciar seu ambiente primário, a família influencia essas escolhas e esses hábitos. Famílias sólidas e saudáveis incentivam as pessoas a fazerem escolhas construtivas e a desenvolver disciplinas positivas.

Um espelho que revela a verdade.

Para crescer, você precisa se conhecer. Precisa conhecer seus pontos fracos e fortes. Você deve ser capaz de ser você mesmo e olhar para si de uma forma realista, reconhecendo as áreas que precisam de mudanças. Qual é um dos melhores lugares para aprender a fazer isso? No lar!

Um baú de tesouros cheio de relacionamentos importantes.

O psicólogo Samuel Osherson, da Universidade de Havard, estudou os relacionamentos familiares em seu trabalho clínico, e realizou uma pesquisa com 370 formandos de Havard durante um período de vinte anos. Sua conclusão: se você não faz as pazes com seus relacionamentos do passado, em particular com seus pais, provavelmente se verá repetindo aqueles padrões. Você pode se tornar o pai ou a mãe que jurou nunca ser.

Quando madre Teresa de Calcutá recebeu o Prêmio Nobel da Paz, foi questionada: “O que podemos fazer para promover a paz no mundo? A resposta dela foi: “Vão para casa e amem suas famílias? Se você quer exercer um impacto positivo, não importa seu alcance, comece em seu lar. Trate os membros de sua família como tesouros.

TOMANDO A DECISÃO DE DIALOGAR E CUIDAR DA FAMÍLIA DIARIAMENTE

Muitas pessoas estão permitindo que suas famílias permaneçam famintas. Segundo o psicólogo Ronald L. Klingeer, presidente do centro de Desenvolvimento da Paternidade, os pais dedicam 40% menos tempo aos filhos que os das gerações anteriores. Famílias estão se desfazendo em índices terríveis. Vinte por cento de todos os primeiros casamentos terminam em divórcio nos cinco anos iniciais. Nos primeiros dez anos de casamento, esse índice sobe para 33%.

A construção de uma família sólida não acontece por acaso. Você precisa trabalhar para isso. Qualquer pessoa que negligência ou abandona a família pela fama, por status ou por ganhos financeiros não é bem-sucedida de fato.

ADMINISTRANDO AS DISCIPLINAS DA FAMÍLIA

A melhor maneira de colocar a família em primeiro lugar é dar a ela parte da sua melhor energia e da sua melhor atenção. Se você deseja fortalecer a sua vida familiar e fazer disso uma fonte de estabilidade, então tente colocar em prática algumas dessas disciplinas:

Coloque sua família no topo de sua agenda.

Há pessoas que amam suas carreiras, outras têm hobbies ou interesses que podem consumir bastante tempo. Se você não criar limites para o uso que faz de seu tempo, sua família sempre ficará com as migalhas.

Crie e mantenha tradições familiares.

Tradições proporcionam à família uma história que pode ser compartilhada e um forte senso de identidade. As tradições que sua família mantém ajudará a definir quem você é e quem seus familiares são.

Pare para refletir quanto você gosta de aproveitar feriados, marcar datas e celebrar ritos de passagem com sua família. Comece baseando essas tradições em seus valores. Acrescente outras de que você gostava na infância.

Descubra formas de passar tempos juntos.

Durante certo tempo, a expressão da moda para referir-se a família era “tempo de qualidade? Mas a verdade é que não existe substituto para o tempo em quantidade. “O tempo é como oxigênio: há uma quantidade mínima necessária à sobrevivência. E é preciso tanto quantidade, quanto qualidade para desenvolver relacionamentos carinhosos e efetivos?

Mantenha a saúde de seu casamento em primeiro lugar.

As bases no relacionamento de toda família é o casamento. É ele que dá o tom que sustenta a casa, é ele que dá o tom que sustenta a casa, é ele o modelo de relacionamento que as crianças aprendem, mais que qualquer outro. É por isso que o ex-presidente da faculdade de Notre Dame, Theodore Hesburgh, afirmou: “A coisa mais importante que um pai pode fazer por seus filhos é amar a mãe deles?

Palavra ministrada pelo Pr. Aylton José Alves, aos pais de alunos da Escola Evangélica ADONAI set/2012

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